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Guedes (Economia) disse que a proposta ao Congresso não é a nova política de salário mínimo

Salário mínimo só terá alta se reformas forem aprovadas, diz Guedes

Msn.com / Marlla Sabino / Foto: Pablo Valadares

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta 3ª feira (14.mai.2019) que o salário mínimo só terá reajuste real –acima da inflação– se as reformas fiscais, como a da Previdência, forem aprovadas.

O ministro participou de audiência na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso. Guedes foi convidado para discutir a previsão orçamentária da União para 2020, apresentada à Casa Legislativa no mês passado.

“Não definimos a política de salário mínimo. Isso naturalmente passa pelas reformas. Podemos seguir, ano a ano, observando. Se a conjuntura for favorável e as reformas progredirem, obtemos fôlego para anunciarmos algo mais à frente e mais audacioso”, disse.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 998. Pela proposta encaminhada ao Congresso Nacional, o governo federal estimou que o salário mínimo ficará em R$ 1.040 em 2020; R$ 1.082 em 2021 e R$ 1.123 em 2022.

Os valores consideram apenas a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para famílias de baixa renda.

O ministro reforçou que a proposta encaminhada ao Congresso não é a nova política de salário mínimo e que a equipe econômica pode apresentar uma definição sobre o tema até dezembro deste ano.

Até o ano passado, a correção do salário mínimo era feita com base na soma da inflação do ano anterior com a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de 2 anos antes.

A regra era usada desde 2007 e virou lei em 2011, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. A fórmula, no entanto, perdeu validade neste ano e há expectativa sobre qual seria a política adotada pelo novo governo para os próximos anos.  

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