Altos

Jacaré joga hoje(18), às 20 horas, no estádio Castelão, em Fortaleza.

OPINIÃO: Com time mais encorpado, Altos quer superar campanha de 2016 na Série D

Jacaré está atualmente nas oitavas de final, mesma fase em que foi eliminado na sua melhor participação no torneio até hoje. Campanha até aqui é menos avassaladora, mas elenco tem evolução

Por Wenner Tito, Teresina / GE.com-Piaui

O Altos está nas oitavas de final da Série D, mesma fase na qual encerrou sua participação na competição em 2016, ano de estreia e da melhor campanha do clube até agora. Comparando os dois anos, aquele time comandado por Nivaldo Lancuna mostrou um desempenho melhor nas fases anteriores, mas o elenco de 2018 dá claros sinais de evolução e tem no comando um técnico experiente que pode fazer a diferença na hora de montar uma estratégia.

Em 2016 o Altos chegou com moral para as oitavas, com uma das melhores campanhas de toda a Série D, embalado por placares elásticos conquistados na primeira fase. Manoel estava em grande fase, tendo terminado a competição como artilheiro, mesmo tendo deixado de jogar na terceira fase. Em oito jogos, o time tinha sete vitórias e apenas um empate (aproveitamento de 91%), 26 gols feitos (média superior a 3 por partida) e apenas seis tomados.

O time deste ano tem uma campanha mais modesta. Em oito jogos, foram apenas quatro vitórias, dois empates e duas derrotas (aproveitamento de 58%), 12 gols feitos e sete sofridos. A equipe trocou de técnico no meio da primeira fase e hoje tem no comando, ironicamente, o técnico que comandava o CSA quando os alagoanos eliminaram o Jacaré em 2016. Naquela temporada, Oliveira Canindé terminou como vice-campeão da Série D.

Essa é a primeira diferença entre as duas equipes. Nivaldo Lancuna adotava um estilo ofensivo de tudo ou nada, atacando constantemente o adversário, o que funcionou nos primeiros jogos contra adversários mais frágeis. Quando enfrentou um CSA organizado, sofreu 3 a 0 fora de casa e, mesmo vencendo por 2 a 0 no Piauí, não conseguiu a classificação. Oliveira Canindé tem um estilo mais estrategista, que embora possa ser mais ofensivo em determinados jogos, tem mais variações táticas e se adapta ao adversário.

Oliveira Canindé, técnico do Altos (Foto: Wenner Tito)

Oliveira Canindé, técnico do Altos (Foto: Wenner Tito)

O elenco também dá sinais de melhora em relação àquele ano. Algumas peças se mantiveram, como os zagueiros Leone e Vitor Bafana, o lateral-esquerdo Thiaguinho, e os atacantes Manoel e Américo, entre outros. Mas algumas posições tiveram evolução, com destaque para os volantes Dos Santos e Marconi, dois pilares do time atual e que não estavam presentes naquela campanha. O goleiro Gideão tem experiência e dá segurança embaixo das traves. Se por um lado o time perdeu o poder de armação de Esquerdinha, hoje tem a experiência de Roger Gaúcho e a fome de gols de Joelson e Tavares, que fizeram boas temporadas em 2017, além de Klenisson, que está emprestado para esta Série D e tem sido importante dentro de campo.

Entre veteranos e novatos, elenco do Altos mostra evolução (Foto: Wenner Tito)

Entre veteranos e novatos, elenco do Altos mostra evolução (Foto: Wenner Tito)Se o time não tem sido tão avassalador quanto em 2016, dá sinais de amadurecimento, importante em jogos decisivos. Além disso, as opções para rodar o elenco parecem maiores hoje. Caso supere o Ferroviário nesta fase, fica a apenas dois jogos do tão sonhado e inédito acesso para a Série C. O primeiro jogo acontece nesta segunda, às 20 horas, no estádio Castelão, em Fortaleza.

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