José de Freitas

João de Deus (PT) X Flora Isabel (PT)

João de Deus rebate sobre áudio vazado: “que mal há nisso? não me incrimina”

O ex-deputado João de Deus (PT) está no meio de uma polêmica após ter um áudio vazado em que ele aparece falando de pesquisas e da importância da liberação de obras para melhorar o desempenho político. O áudio foi levado ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado pelo líder da oposição, deputado Robert Rios (DEM), que promete levar o caso ao Ministério Público Federal.

João de Deus nega ter cometido crime. Segundo ele, é natural um político passar a ser bem avaliado em uma cidade, depois de levar obras. Ele acusa o deputado Robert Rios de tentar prejudicá-lo com a divulgação do áudio. “Lamento profundamente que existam pessoas com a tentativa de deturpar uma análise que fazia de uma pesquisa que saio bem pontuado. O município de José de Freitas é meu município natal. Minha mãe mora lá. É a cidade que trato com todo carinho porque é a minha cidade. Esse áudio eu mandei para um grupo de amigos muitos próximo e lamento o vazamento do áudio”, declarou.

Em sua defesa, João de Deus chega a citar o senador Ciro Nogueira. “A obra da estrada da Ema começou dentro dos prazos da lei. É normal você falar que vai ter uma visibilidade maior em uma obra que está colocando na rua. O Ciro é tido como a pessoa que mais traz obras para o Piauí. Tem algum mal nisso? Isso merece aplausos de todos nós. Levar obra para seu município é natural. Não pode ter reprovação. Você espera estar bem com  a população”, destacou.

O deputado nega que trabalhe para prejudicar a deputada Flora Izabel.  “Não há fogo amigo. Pelo menos da minha parte. Não fiz nada fora da lei eleitoral. Onde está o crime. Setores da oposição se apegam a isso com ameaça besta como se nós fossemos imaturos. Não estamos desesperados. Estou muito tranquilo”, disse.

Em entrevista ao Jornal do Piauí, o deputado reforçou que sua fala no áudio não caracteriza crime eleitoral, uma vez que é natural no processo político que se leve obras a municípios para que se tenha maior visibilidade. Para João de Deus é natural que se leve obras para as cidades e seja reconhecido por isso e atribui o vazamento do áudio a “especulação de desesperados”

“Eu não digo absolutamente nada que represente qualquer atentado à lei eleitoral. Imagine você condenar determinado candidato porque ele fala que levou obras pra determinada cidade. Seria um contracenso.(…) Logicamente que as especulações, sobretudo daqueles que estão desesperados pra tentar se agarrar em alguma coisa, elas ocorrem”, disse o deputado.

Diante da repercussão do vazamento do áudio, o deputado disse que continuará mandando áudios, mas terá mais cuidado para evitar especulações desse tipo.

“Lamento que tenha usado esse áudio com outras intenções, mas fazer o que. Eu gravo audio normalmente, eu vou ter mais cuidado pra evitar esse tipo de especulação. Não que esse áudio me incrimina em absolutamente nada”, afirma João de Deus.   Lídia Brito lidiabrito@cidadeverde.com

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