Saúde

(NSP), da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), realiza treinamentos aos servidores que atuam em diversos setores e que participam das atividades de forma ativa.

Metas sobre a segurança do paciente fazem parte das capacitações na Evangelina Rosa

De maneira continua o NSP da MDER realiza treinamentos aos servidores que atuam em diversos setores

Elis Pegado
Profissionais participando das capacitações (Elis Pegado)
De maneira continua, o Núcleo de Segurança de Paciente(NSP), da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), realiza treinamentos aos servidores que atuam em diversos setores e que participam das atividades de forma ativa. As capacitações têm como propósito melhorar o conhecimento dos funcionários se baseando nas seis metas de segurança do paciente. Com um ciclo de capacitação que vem acontecendo desde o inicio do ano de 2016, o núcleo iniciou mais um ciclo, neste último mês de setembro com previsão para conclusão em outubro. O Núcleo de Segurança do Paciente pretende realizar capacitações sobre os seis módulos para dar uma assistência mais qualificada e segura para o binômio mãe e filho, pautado em protocolo e oferecendo uma assistência padronizada na Casa evitando erros associados ao cuidado. Segundo a enfermeira do NSP, Rhoshana Chrysthyanne Amélia Nunes Barros, as capacitações têm como objetivo garantir o treinamento dos profissionais da maternidade nos protocolos do Núcleo de Segurança do Paciente, garantindo uma boa assistência aos pacientes desta instituição, reduzindo os eventos adversos causados por falha na assistência. “As formações é um forte aliado para essas mudanças que estão sendo implantadas na Evangelina Rosa, além de ajudar na melhoria dos serviços oferecidos pela unidade de saúde. Cerca de 1500 colaboradores vêm sendo capacitados em diversas categorias”, diz. Rhoshana Chrysthyanne comenta ainda que a ideia é aperfeiçoar o trabalho que já vem sendo desenvolvido. “A expectativa é melhorar os registros das demandas apresentadas pelas pacientes, organizando o fluxo da assistência. Quando os profissionais estão capacitados são responsáveis por uma melhoria de aproximadamente 60% das atividades dos serviços. Todos os serviços dependem de todos os setores e a mudança de atitudes, faz toda a diferença na qualidade”, destaca. A servidora, Francisca Lima, enfermeira do Centro de Parto Normal (CPN) e Cirurgia Pediatra, afirma que todas as capacitações são de extrema importância. “As formações sendo feita de forma adequada, todo o funcionamento dos setores serão realizados corretamente melhorando as atividades”, comenta. As capacitações é uma iniciativa no Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e conta com apoio do Núcleo de Educação Permanente (NEEPS) da Evangelina Rosa. Saiba mais sobre as metas abordadas durante as capacitações Meta 1 – Identificação corretamente do paciente Objetivo: Garantir a correta identificação do paciente a fim de reduzir a ocorrência de incidentes. Ações: 1- Identificação correta de cada paciente. Estamos empregando o uso de pulseiras de identificação de cor branca para mãe e RN; 2- Educar o paciente, o acompanhante, familiar e o cuidador, destacando a importância desta ação; 3- A identificação do paciente deve ser, sempre, confirmada antes da realização do cuidado (procedimento e medicação). Como atendemos esta meta: Todos os pacientes em atendimento na instituição são identificados por meio de pulseira de identificação ou etiqueta contendo dois identificadores padronizados: nome completo e data de nascimento. Utilizamos a checagem dos dois identificadores antes da realização de qualquer procedimento.   Meta 2 – Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde (comunicação efetiva) Objetivo: Garantir que a comunicação entre os profissionais e áreas seja oportuna, precisa, completa, sem ambiguidade e compreendida por todos. Ações: 1- Exercício da comunicação clara entre os profissionais, além do registro em prontuário, o qual deve conter todas as informações do processo assistencial, desde a admissão até a alta. Como atendemos esta meta: Preenchimento adequado de todos os formulários contidos no prontuário.  Avaliação do preenchimento do prontuário, periodicamente, por Comissão de Revisão de Prontuário. Meta 3 – Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos Objetivo: Promover práticas seguras na prescrição, dispensação e administração relacionadas ao uso de medicamentos no âmbito da MDER. Ações: 1- Prescrição segura: Identificação correta do paciente; Identificação do prescritor; Identificação da instituição; Identificação da data; Legibilidade; Abolir o uso de abreviaturas; Denominação dos medicamentos (Denominação Comum Brasileira – DCB); Atenção na prescrição de medicamentos com nomes semelhantes e via de administração. 2- Dispensação segura: Controle do fluxo de pessoas (restrição de acesso ao ambiente); Ambiente adequado para armazenamento (luminosidade, controle de temperatura e umidade); Separação e identificação diferenciada (etiquetas específicas); Análise farmacêutica da prescrição; Notificação de falhas relacionadas à prescrição (dosagem e vias de administração de medicamento); Realizar dupla checagem no momento da dispensação. 3- Administração segura Paciente certo; Medicamento certo; Via certa; Hora certa; Dose certa; Registro certo da administração (conferir horário e via de administração do medicamento); Orientação certa (obter esclarecimentos de dúvidas eventuais surgidas junto ao prescritor antes de administrar a medicação); Forma certa da apresentação do medicamento; Resposta certa (confirmação dos identificadores junto ao paciente e acompanhante). Como atendemos esta meta: Atentar para a validade das medicações abertas, sua conservação, bem como o preparo das diluições. Evitar estoques desnecessários nos setores assistenciais. Manter carrinho de emergência sempre pronto para uso (controle através do lacre numerado). Meta 4 – Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos (cirurgia segura) Objetivo: Reduzir a ocorrência de incidentes, eventos adversos e de mortalidade cirúrgica. Ações: 1- Verificação de lista formal utilizada para identificar, comparar e verificar um grupo de itens/ procedimento; 2- Demarcação de lateralidade; 3 – Condutor da lista de verificação (equipe de enfermagem); 4- Segurança anestésica: Conjunto de ações realizadas pelo anestesiologista envolvendo inspeção do equipamento, checagem do equipamento e risco anestésico. 5- Equipe cirúrgica: Definir composição. Como atendemos esta meta: A lista de verificação divide a cirurgia em 03 (três) fases: Antes da indução anestésica, antes da incisão cirúrgica e antes do paciente sair da sala de cirurgia. Meta 5 – Higienizar as mãos para evitar infecções Objetivo: Prevenir e controlar as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, do profissional de saúde e daqueles outros envolvidos no cuidado assistencial. Ações: 1-Higiene simples das mãos (água e sabão comum); 2-Higiene antisséptica das mãos (acrescenta – se o agente antisséptico); 3-Fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica (gel ou líquido). Como atendemos esta meta: Momentos de realização de higiene das mãos: – antes de tocar o paciente; – antes de realizar procedimento limpo/ asséptico; – após risco de exposição a fluídos corporais ou excreções; – após tocar o paciente; – após tocar superfícies próximas ao paciente.   Meta 6 – Reduzir o risco de quedas e lesões por pressão Prevenção de quedas Objetivo: Promover a prevenção de quedas objetivando a minimização do risco de trauma para o paciente. Ações: 1- Avaliação do risco de queda; 2- Identificação do paciente com risco de queda mediante uso de pulseira de cor azul e colocação de PLACA DE RISCO DE QUEDA acima do leito; 3-Agendamento dos cuidados de higiene pessoal; 4-Revisão periódica da medicação; 5- Atenção aos calçados utilizados pelos pacientes; 6- Educação dos pacientes e dos profissionais; 7-Revisão da ocorrência de queda para identificação de suas possíveis causas; 8-Transporte seguro intra – hospitalar (mãe e RN). Como atendemos esta meta: Conhecer que entre os fatores vinculados ao paciente destacam-se: Idade avançada, história recente de queda, redução da mobilidade, incontinência urinária, uso de medicamentos e hipotensão postural; Conhecer que entre os fatores ambientais e organizacionais, destacam – se: pisos desnivelados, objetos largados no chão, altura inadequada da cadeira, insuficiência e inadequação dos recusos humanos. Prevenção de lesão por pressão Objetivo: Promover a prevenção da ocorrência de lesão por pressão (LPP) e outras lesões da pele. Ações: 1- Avaliar a presença de LPP as quais incidem, geralmente, sobre uma proeminência óssea, resultante da pressão ou da combinação entre pressão e cisalhamento (atrito) causado pela fricção; 2- Reavaliação diária do risco de desenvolvimento de LPP de todos os pacientes internados, o que possibilita aos profissionais de saúde adequar sua estratégia de ação preventiva; 3-Atividades de mobilização ou mobilidade dos pacientes; 4-Planejamento de outras ações de natureza geral ou específica, inclusive ajustes nutricionais. Como atendemos esta meta: A inspeção da pele deve ser feita diariamente, dando atenção especial às áreas corporais de maior risco para a LPP, tais como a região sacral, calcâneo, ísquio, trocanter, occipital, scapular, maleolar e aquelas regiões corporais submetidas a pressão por dispositivos diversos, dentre eles, cateteres, tubos e drenos. O cuidado na realização do diagnóstico diferencial com outras lesões de pele como: dermatites, úlcera venosa, úlcera neuropática.  
Autoria: Elis Pegado

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