Política

O novo ministro da Educação, Abraham, abraça o presidente Bolsonaro na posse

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília /  Foto: Fátima Meira/Futura Presse/Estadão Conteúdo

O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, sucessor do demitido Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou nesta terça-feira (9) durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto que não é um “radical” e que tem “capacidade de gestão para entregar resultados”.

Abraham Weintraub foi anunciado como novo ministro nesta segunda-feira (8) pelo presidente Jair Bolsonaro, após uma sucessão de crises na pasta durante a gestão de Vélez Rodríguez. Segundo o presidente, havia um problema de gestão no ministério e estava “bastante claro” que não estava “dando certo”.

“Tenho capacidade de gestão para entregar o resultado”, declarou. “Não falo isso para me vangloriar. Dificilmente falo com a imprensa”, afirmou.

Segundo ele, “o foco é principalmente com a população, com quem está na ponta, com o pagador de impostos. Tem de entregar melhor o serviço”.

“Por que a gente tem resultados tão ruins [em educação]? Com o que a gente gasta em relação ao PIB [Produto Interno Bruto], temos de entregar mais. Os indicadores do Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes] colocam o Brasil bem abaixo da média”, declarou.

Weintraub disse no discurso de posse que o diferencial dele em relação a ministros anteriores é que não é filiado a partido político, mas um técnico, professor licenciado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo ele, de 11 ministros anteriores, 65% eram filiados a partidos.

“Eu não tenho filiação partidária. Não que eu ache errado ou certo. Eu tenho convicções políticas e elas guiam os meus passos, mas eu, Abraham, não estou acima do mandato que o presidente recebeu”, afirmou.

Weintraub disse que o “foco principal” do trabalho deve ser a “população” e que o Estado deve entregar um “produto melhor”. Ele defendeu o cumprimento de leis e ações para todos os brasileiros, não apenas os que votaram em Bolsonaro para presidente.

“Quando as leis são desrespeitadas é o caos que impera. A gente está aqui para servir ao povo e não apenas aos que trouxeram este governo a ocupar o cargo atual”, disse

O novo ministro também afirmou que não é um “radical” e se definiu como alguém “de diálogo”.

“Objetivo é acalmar os ânimos, colocar a bola no chão, pôr para rodar, republicanamente, respeitando diferentes opiniões”, disse.

“Tem gente que fala que sou muito radical. Não sou radical. Eu sou aberto ao diálogo. Você não pode descumprir a lei, você não pode pregar a violência e esperar a tolerância. Enquanto você não ameaçar a vida, a integridade física de alguém, eu estou aberto ao diálogo”, declarou.

O novo ministro disse que tem por missão “entregar” o que foi prometido no plano de governo, que é ter melhores resultados na educação com o mesmo valor investido atualmente.

“Com o que a gente gasta em relação ao PIB, precisa entregar mais”, destacou

Ele afirmou que o Brasil tem teóricos consolidados na filosofia da educação, como Paulo Freire, a quem chamou de “unanimidade”, porém a qualidade da educação no país não é a mesma.

Weintraub também afirmou que a saída de Vélez Rodríguez do Ministério da Educação deve ser vista como “algo natural”.

Segundo o novo titular do MEC, Velez é uma pessoa “inteligente” e “amável”, mas que o governo “não está conseguindo entregar no ritmo esperado” na área.

O presidente Jair Bolsonaro assina o termo de posse de Abraham Weintraub (de gravata vermelha) no Ministério da Educação — Foto: Reprodução/NBR

O presidente Jair Bolsonaro assina o termo de posse de Abraham Weintraub (de gravata vermelha) no Ministério da Educação — Foto: Reprodução/NBR

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