Esporte

River e Boca definem o título da Libertadores neste sábado, às 18h,

Por Victor Canedo — Buenos Aires, Argentina

O ditado diz “a César o que é de César”. No Boca Juniors, a figura do elenco que mais se aproxima de César se chama Carlos. Carlitos para os mais íntimos. Tevez pode estar longe do auge de sua carreira, mas aos 34 anos representa a esperança xeneize contra o River Plate no Monumental de Núñez, neste sábado, a partir das 18h (de Brasília). Lá será definida a maior final da Libertadores de todos os tempos – na visão dos argentinos e também deste que vos escreve.

Tevez tem história para contar. Foi no Monumental, na semifinal de 2004, quando marcou um gol, mas é lembrado até hoje pela comemoração ao imitar uma galinha, o apelido do arquirrival. O Boca se classificaria nos pênaltis sem Carlitos, expulso, mas perderia a decisão para o Once Caldas, da Colômbia. A celebração, porém, ganhou um capítulo na história do Superclássico. Na Argentina, o gol foi reprisado inúmeras vezes ao longo desta semana.

Em 2016, já em seu retorno após período no Corinthians e na Europa, ele fez o terceiro na vitória por 4 a 2 pelo Campeonato Argentino (em que o Boca foi campeão) com um belíssimo chute de fora da área – e já havia anotado o segundo. Foram os seus únicos gols com a camisa azul e amarela no Monumental, num retrospecto bastante parelho de três vitórias, dois empates e três derrotas em oito jogos.

Ganhar neste sábado significaria alcançar um feito que apenas Cafu atingiu: conquistar duas Libertadores (2003, pelo Boca) e uma Liga dos Campeões (2008, pelo Manchester United). No momento, a lista de quem ganhou pelo menos uma vez cada tem Sorín, Samuel, Ronaldinho, Neymar, Danilo, Roque Júnior, Dida e, claro, Cafu.

Tevez em ação no jogo de ida, na Bombonera — Foto: Marcos Brindicci/ReutersTevez em ação no jogo de ida, na Bombonera — Foto: Marcos Brindicci/Reuters

Tevez em ação no jogo de ida, na Bombonera — Foto: Marcos Brindicci/Reuters

Mas Tevez já não pensa somente em si como em outros tempos. Este recorde seria consequência de quase uma necessidade: não se tornar a geração que perdeu uma final de Libertadores para o River.

E Tevez, como o “Jogador do Povo”, é quem ilustra no campo o que pensa a torcida, uma entidade do Boca. Na última quinta, em treino aberto numa Bombonera superlotada, ele levou o público ao delírio ao resgatar um torcedor invasor dos policiais e levá-lo rapidamente para o meio da roda para cumprimentar outros jogadores

Os sócios, por meio das redes sociais, organizaram ao mesmo tempo uma ação que levará a “Camisa do Povo” a Tevez. A intenção da campanha é fazê-lo usar por baixo do uniforme oficial a camiseta que mais de 50 mil xeneizes vestiram nos últimos dias. Será uma oportunidade para o torcedor do Boca se sentir ainda mais presente no Monumental, uma vez que visitantes estão proibidos em qualquer clássico na Argentina.

A torcida acredita e grita por aí:

“Que das mãos de Carlos Tevez a volta (olímpica) vamos dar…”

River e Boca definem o título da Libertadores neste sábado, às 18h (de Brasília), no Monumental de Núñez. Após o empate por 2 a 2 na ida, nova igualdade levará a decisão para a prorrogação e, posteriormente, pênaltis. Quem vencer será o campeão.

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