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Velório coletivo de vítimas do massacre da escola Raul Brasil, na Arena Suzano

Vítimas de massacre têm velório coletivo em Suzano

Luiz Felipe Castro / msn.com / Veja.com

Os primeiros familiares das vítimas do massacre da escola Raul Brasil, em Suzano (SP), começaram a chegar por volta das seis da manhã ao ginásio onde seis corpos serão velados nesta quinta-feira, 14. A cerimônia coletiva em homenagem aos mortos ocorre na Arena Suzano, que tem capacidade para 4.000 pessoas.

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Foram levados para o local os corpos das duas funcionárias do colégio mortas, a coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo e a inspetora Eliana Regina, e os dos alunos Kaio Lucas da Costa, Claiton Ribeiro, Samuel Melquiades e Caio Oliveira.

O funeral é aberto ao público, mas somente familiares e amigos próximos dos parentes têm acesso aos caixões colocados no centro da quadra poliesportiva, isolado por grades de contenção. O enterro está marcado para as 16h, no cemitério São Sebastião, em Suzano.

Por questões religiosas, a família do estudante Douglas Celestino optou por um velório particular. Não há informações sobre o velório dos atiradores, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25. A família do empresário Jorge Antonio Moraes, tio de Guilherme que foi morto minutos antes em sua concessionária pelo próprio sobrinho, também não divulgou onde aconteceria seu funeral.

A assessoria do governador de São Paulo João Doria (PSDB) chegou a informar que ele, o prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PR) e o ministro da Educação Ricardo Vélez participariam do velório coletivo na Arena Suzano. A presença dos três, contudo, foi cancelada, mas os três ainda devem conceder uma entrevista coletiva ao longo desta quinta-feira.

Durante a cerimônia, às 11h, haverá uma missa de corpo presente presidida pelo padre Claudio Taciano, da Paróquia São Sebastião. Outros atos religiosos estão previstos para ocorrer na cidade durante a manhã e a tarde.

Na noite de quarta-feira, fiéis participaram de uma missa em frente à escola onde ocorreu o massacre. No sermão, o padre Cláudio Taciano dissse que o mundo “anda estranho”. “É preciso entender agora qual é o recado que esse episódio na escola quer passar para todos nós. Vamos suportar mais violência?”, questionou o religioso.

A prefeitura de Suzano decretou luto oficial de três dias consecutivos e suspendeu as atividades nas escolas municipais entre quinta e sexta-feira.

Massacre

Ex-alunos do colégio Raul Brasil, os jovens Guilherme Taucci e Luiz Henrique de Castro chegaram ao local do massacre de carro, na hora do intervalo entre aulas.

vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento em que Taucci entra na escola, saca a arma e dispara aleatoriamente contra os estudantes e funcionários que estavam em frente à secretaria do colégio, pouco depois da entrada. Na sequência, ele segue para um outro ambiente, não filmado, e aparece Castro, que, com a machadinha, tenta impedir a fuga de estudantes e chega a atingir alguns.

Segundo a mãe de Taucci, o garoto deixou de frequentar a escola em virtude de bullying. Ele morava com os avós e duas irmãs e estava afastado dos pais, que são dependentes químicos. Segundo relato de colegas, ele os ameaçou há três dias em um shopping, quando disse que estes deveriam “ficar espertos”. Em um de seus perfis, o atirador se identificava como “Guilherme Alan” e postou uma foto com máscara e arma antes do ataque.  

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Ronny
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